SMA - Informativo 13, agosto de 2015

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Informativo n. 13, edição de agosto de 2015 do escritório Schaun Monks Advogados

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  • INFORMATIVO

    n.13 agosto de 2015

  • | INFORMAT IVO SCHAUN MONKS ADVOGADOS

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    | ARTIGO

    Gesto contratual preveno

    A gesto de sucesso possui ntima relao com o adequado manejo dos instrumentos jurdicos apli-cveis estrutura do negcio. Na busca de asse-gurar a sade financeira da empresa, sua estabili-dade no mercado, bem como a segurana jurdica de suas relaes emerge um dos mais valorosos pilares do direito de empresa, o gerenciamento de contratos.

    Em nossa atuao, observamos que os gestores com melhores resultados vo muito alm dos pro-cedimentos mecnicos e, atentos aos riscos ineren-tes de seus prprios segmentos, buscam efetivos mecanismos para maximizar ganhos e minimizar prejuzos.

    Exemplo elucidativo observa-se na rea de fran-quias. Nestes segmentos o franqueado geralmente ingressa na rede com sentimento de empolgao sem observar com clareza as clusulas que com-pem o acordo. Porm, j nas primeiras dificulda-des passa a enxergar apenas os pontos do negcio com os quais no concorda.

    Por outro lado, o franqueador, movido pelo m-peto de ver sua criao evoluir, deixa de obser-var questes de suma importncia no contrato de franquia como os termos de uso de sua marca ou penalidades em caso desistncia do negcio.

    Outras questes bastante corriqueiras so os conflitos entre scios e o incorreto enquadramento da espcie societria que mais adequadamente se encaixa em determinado ramo de atuao. Ques-

    tes relativas s obrigaes de cada scio, diviso de quotas, formas de retirada e diviso de lucros em caso de sada ou dissoluo so alguns dos aspectos que mais causam problemas no mbito empresarial.

    Corroborando esse entendimento e alertando para os riscos inerentes aos empreendimentos sem respaldo na rea contratual, cita-se as palavras do professor de direito empresarial da Fundao Ge-tlio Vargas, Antnio Jacinto Caleiro Palma, que em recente entrevista ao Portal Exame esclareceu que a falta de estruturao acaba comprometendo os negcios, sendo de seu conhecimento pessoal muitos casos em que o contrato social no previa, por exemplo, a morte de um scio, trazendo os ris-cos de herdeiros sem preparo assumirem a lideran-a do empreendimento e, finalmente, acabarem pondo fim aos lucros de empresas centenrias.

    Superada a fase de constituio h que se obser-var as questes atinentes contratao de colabo-radores, prestadores de servios, fornecedores e o estabelecimento de parcerias comerciais.

    Nesse ponto, se no houver adequado geren-ciamento contratual, o risco de o patrimnio da empresa, ou at mesmo de seus scios, se torna-rem alvos de aes judiciais envolvendo questes trabalhistas, tributrias e de responsabilizao civil assustadoramente considervel.

    Segundo uma pesquisa da Associao Nacional de Gesto de Contratos (ANGC), 68% dos neg-cios enfrentam dificuldades em identificar e avaliar clusulas especficas e riscos estabelecidos nos textos legais.

    Na pesquisa foram consultados inclusive esta-belecimentos com faturamento acima de R$ 100 milhes, e de todas as empresas consideradas, metade dos entrevistados no contava com mto-dos de gesto de contratos.

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    De outra banda, no instante em que o empre-srio passa a ter a orientao correta e o conhe-cimento jurdico especializado sobre seu segmento passa a ter a exata compreenso dos reais riscos e vantagens oriundos de suas relaes.

    O que outrora constitua uma vicissitude passa a ser soluo, permitindo que o empresrio utilize sua energia para investir em estratgias de con-quista de novos mercados, tcnicas de fidelizao de clientes e aplicao de recursos para tornar cada vez mais slido um empreendimento que muitas vezes fonte principal de renda de todo o ncleo familiar.

    Note-se que, nos pequenos e mdios empreendi-mentos, a segurana da empresa confunde-se com a segurana financeira da famlia que o compe e mantm, o que faz com que essa relao de inter-dependncia deva ser salvaguardada e imunizada de quaisquer percalos estruturais e financeiros.

    Somente percebendo as principais falhas come-tidas pelos gestores de empresas chega-se ao au-tntico desfecho de que, assim como na indistinta atuao nas mais variadas reas da vida, a preven-o mostra-se, efetivamente, a melhor soluo.

    MARIANA O. SCHAUNAdvogada, scia do escritrio

    Schaun Monks Advogados-

    contato@schaunmonksadv.comschaunmonksadv.com

    A gesto de sucesso possui ntima relao com o adequado

    manejo dos instrumentos jurdicos aplicveis estrutura

    do negcio.

  • | INFORMAT IVO SCHAUN MONKS ADVOGADOS

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    O benefcio garante uma isono-mia em relao a outros estados produtores. Sendo assim, a redu-o abre espao para produtos de fora. A medida preocupa de maneira geral todo setor agroin-dustrial gacho, que vive uma recente recuperao do mercado interno.

    Fonte: Dirio Popular

    O governo voltou atrs e sus-pendeu nesta tera-feira, por tempo indeterminado, os efeitos da portaria 307 do Ministrio da Fazenda, publicada na segunda--feira no Dirio Oficial, que redu-ziu de US$ 300 para US$ 150 a cota de importao de produtos via transportes terrestre, fluvial ou lacustre. Valores acima do novo teto seriam tributados com um imposto de 50%. A deciso foi confirmada pela Casa Civil da Presidncia da Repblica e pelo secretrio da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

    - A portaria entrou em vigor hoje, mas as lojas francas em ci-dades gmeas no esto instala-das. Vamos prorrogar a vigncia

    Nos ltimos cinco anos, as indstrias responderam positiva-mente no RS e cresceram, ge-rando emprego e renda, refora o presidente do Sindicato das Indstrias de Produtos Sunos, Jos Roberto Goulart, que junto com o presidente da Associao Gacha de Avicultura, Nestor Freiberger, estiveram em con-tato com os deputados Frederi-co Antunes, Srgio Turra, Elton Weber e Jorge Pozzobom esta semana.

    Caso a avaliao da pasta no seja feita de forma criteriosa, as empresas no descartam a redu-o da produo ou o direciona-mento para plantas em outros centros produtores.

    O projeto de lei proposto em 5 de junho, ainda tramita na Co-misso de Constituio e Justia. Enquanto isso, tcnicos da rea tributria das entidades esto preparando um levantamento que vai apontar exatamente o impacto da medida na economia do estado.

    Entenda

    O crdito presumido do Im-posto sobre Produtos Indus-trializados (IPI) ressarce os ex-portadores do pagamento das contribuies para o PIS/Pasep e Cofins. O desconto calculado com base em uma estimativa do lucro das empresas.

    | NOTCIASCompetitividade da carne no Estado ameaada por Projeto de Lei

    Governo volta atrs e suspende reduo da cota de iseno para importao por fronteira terrestre

    Representantes do setor de produo de carnes no Rio Grande do Sul buscam, junto Assembleia Legislativa, evitar a aprovao do Projeto de Lei 214/2015. A proposta lanada pelo Poder Executivo, prev a reduo da apropriao dos cr-ditos presumidos de ICMS para 70% na venda de produtos.

    Para o governo, a alterao da Lei n 8.820 uma medida de proteo da economia do Estado, que calcula gerar um aumento na arrecadao de R$ 300 milhes/ano, de 2016 a 2018.

    Mas para a comercializao gacha de carne de aves, sunos e bovinos apresenta ameaa da competitividade dos produtos e onerao de custos. Segundo o presidente do Sindicato da In-dstria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Si-cadergs), Ronei Lauxen, o setor de carnes s consegue se inserir nos mercados do Paran e Santa Catarina pela garantia da atual apropriao de 100%.

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    do que hoje existe em termos de cota - disse o secretrio.

    Ele assegurou que ningum saiu prejudicado ao trazer pro-dutos do exterior. Isto porque a medida ainda dependia de regu-lamentao posterior da Receita. Em sua opinio, a suspenso da cota reduzida deve levar, pelo menos, um ano. A avaliao do governo que necessrio um perodo de transio para que as novas regras entrem em vigor.

    - Em torno de um ano, porque so diversas cidades gmeas, que dependem de atos de suas respectivas prefeituras. A gente no consegue ter uma soluo linear - afirmou.

    O secretrio garantiu que no se tratou de um ato precipitado pelo governo. Disse que h di-versos dispositivos na portaria e, por isso, a questo da vigncia passou despercebida. Um inte-grante do governo, no entanto, avalia que houve barbeira-gem na publicao da portaria, que s deveria ser divulgada posteriormente.

    - Na prtica [a medida], no estava valendo - afirmou o secretrio.

    Perguntado se o recuo do go-verno no beneficiaria o lobby dos free shops, ele argumentou que j existem lojas do outro lado da fronteira do Brasil com

    outros pases - caso do Paraguai, por exemplo. Lembrou que o Congresso introduziu esta norma para beneficiar o comrcio do lado brasileiro.

    Apesar da futura reduo da cota na fronteira para US$ 150, as lojas tambm tero cota de entrada no pas sem imposto, no valor de US$ 300. Assim, desta-cou o secretrio, o limite de isen-o, no total, ser de US$ 450.

    O Ministrio da Fazenda divul-gou uma nota informando que a cota reduzida para gastos no exterior com iseno do Imposto de Importao entrar em vigor em julho de 2015. At 30 de ju-nho do ano que vem o perodo tido como adequado para que as Lojas Francas, previstas pela Lei 12.723, de 9 de dezembro de 2012, sejam instaladas nas fron-teiras terrestres.

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    Segundo o rgo, a Portaria 307 tem por objetivo regulamen-tar o processo de instalao des-sas lojas (Duty Free) em cidades gmeas em fronteira terrestre, conforme prev a legislao. Alm disso, a portaria assegura a harmonizao com as regras uti-lizadas atualmente no Mercosul. Argentina, Uruguai e Paraguai j adotam a cota de US$ 150 e o Brasil era a nica exceo at o momento.

    Como as Lojas Francas ainda no esto instaladas e demanda-ro um prazo para investimento e abertura, a reduo da co